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© 2026 Luiza Cabral

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out 2026 → hojeno arescrito em outubro de 2026

INK Helpdesk

O atendimento próprio da INK, com uma IA que conhece a INK. Construído numa madrugada, depois de um dia inteiro de PRD.

~9 h

de construção, da primeira linha à V0 praticamente pronta

503

commits num único dia

10 dias

do primeiro commit ao ar

901

commits em duas semanas, quase todos meus

  • Rails 8.1
  • Hotwire
  • Action Cable
  • Sidekiq
  • pgvector
  • MCP
  • Linear

Integrei ao ticket o Sherlock, agente criado pelo Eriko. A minha parte foi a API que liga ele ao Helpdesk.

01

O problema

Em 2020, o meu trabalho era atender usuário no suporte da INK. Seis anos depois, coube a mim construir o sistema que atende eles.

A IA do atendimento terceirizado travava a abertura de ticket e não conhecia a INK. O usuário não via o que já tinha aberto, repetia a história e abria ticket duplicado. Do lado de dentro, o suporte se dividia entre o chat terceirizado, o canal de investigação no Discord e o INK Hub, e a ferramenta antiga acumulava 374 etiquetas e 42 regras de automação.

02

A construção

    A maior parte do tempo foi ideação, antes de qualquer código. A construção em si foi rápida porque não foi linear: o maestro, uma skill que eu criei, quebrou o Helpdesk em fases, e cada fase rodou com subagentes em paralelo.

    E tudo coube no meu plano do Claude Code, sem gastar todos os tokens dele.

    1. 1dia 1Ouvir quem sente a dor

      Quem vive o problema lista o que precisa. A lista vem antes de qualquer tela.

      A stakeholder do atendimento listou tudo que o Helpdesk precisava ter.

    2. 2dia 2PRD e telas

      Escrevo o PRD e desenho as telas no Claude Design. É onde eu passo mais tempo.

      Um dia inteiro de PRD e telas, sem uma linha de código.

    3. 3antes do 1º commitO maestro pergunta

      Ele mapeia todos os fluxos e, quando o PRD tem um furo, aponta e pergunta, em vez de interpretar do jeito dele.

      4 fases, 76 tarefas e 19 documentos escritos pros agentes.

    4. 4madrugadaSubagentes em paralelo

      Cada fase roda com vários subagentes ao mesmo tempo, não uma tarefa depois da outra.

      Primeiro commit às 23h15. Às 8h, estava praticamente pronto.

    5. 5dez dias depoisTravas e deploy

      CI com checagem de segurança e testes de isolamento por loja. Só sobe com tudo verde.

      Helpdesk no ar, atendendo usuário.

    Dentro de uma fase

    O maestro quebrou o Helpdesk em 4 fases e 76 tarefas. Em cada fase, as tarefas rodam ao mesmo tempo, cada subagente na própria worktree, e o merge junta tudo numa versão só. Por isso a construção não foi linear.

    A madrugada, hora a hora

    Commits por hora entre 23h de 5 de outubro e 8h de 6 de outubro. Os picos são subagentes trabalhando ao mesmo tempo, então o gráfico mostra quando houve commit, não horas trabalhadas.

    Por baixo

    • A IA não pode dizer o que não aconteceu. Antes de virar mensagem, a resposta da Silvia passa por conferências em código. Ela só diz "a troca foi feita" se existe uma troca concluída daquele pedido.
    • Ações fechadas. A IA só pode responder, resolver, passar pra equipe ou iniciar um fluxo, e o servidor valida cada resposta.
    • Nenhum dado pessoal sai. Antes de ir pro Sherlock e pro Linear, e-mail, CPF, telefone, endereço e nomes são mascarados. Se sobra algo, o envio é bloqueado.
    • Um usuário nunca vê o ticket de outro. O isolamento por loja e por área é provado por suítes de teste próprias.
    • De 14 segundos pra menos de 0,3. A caixa e o ticket ficaram rápidos com 5 mil tickets depois de achar uma consulta repetida no cálculo de prazo.
    03

    O resultado

    O usuário pede ajuda sem sair do painel da INK, e o atendimento já sabe quem ele é e de qual pedido ele está falando. A Silvia, a IA, atende primeiro com a base de conhecimento da INK. O que ela não resolve chega pra equipe já resumido, com loja, pedido e entrega ao lado da conversa.

    Quando é bug, a dúvida técnica saiu do Discord e foi pra dentro do ticket: o Sherlock investiga no código, a issue nasce no Linear e, quando ela fecha, o usuário é avisado sozinho.

    jornada 1

    A usuária que pede ajuda

    A Mariana, da Estampa Viva, tem um problema com um cupom e abre um atendimento pelo painel da INK.

    jornada 2

    A especialista que resolve

    A Camila pega o ticket da Mariana, descobre que é bug e fecha o ciclo com o Linear.

    Telas de um ambiente local, com lojas, pessoas e tickets fictícios.

    Os fluxos

    O caminho do atendimento é montado em fluxos, e quem monta é o próprio suporte, arrastando etapas num canvas: mensagem, botões, número do pedido, consulta à API da INK, ir pra outro fluxo. Cada fluxo tem um gatilho: o Boas-vindas roda quando o usuário abre o chat, e os outros, como pedido atrasado ou troca, são chamados por ele ou por um botão. A lista mostra o que está publicado, o que ainda é rascunho e quantas etapas cada um tem.

    O fluxo de troca: pergunta o pedido, o motivo e segue por cada resposta.
    1/2

    A base de conhecimento

    A Silvia responde com o que está na base. Pra mudar, a pessoa escreve o que quer ou cola um link ou PDF, uma instrução por vez, e salva uma versão nova da base. Do lado, dá pra testar o agente escrevendo como um usuário escreveria, sem criar ticket. E a base aprende com o atendimento: quando a equipe corrige uma resposta da Silvia, a correção vira sugestão, e a Silvia também propõe as dela. Nada muda até alguém aprovar.

    A base, com a conversa de ajuste e o teste do agente ao lado.
    1/2
    o que ficou

    O gargalo mudou de lugar. A madrugada só rendeu porque o dia anterior foi de PRD e tela. Hoje, a parte cara do software é ter clareza do que construir.

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